domingo, 27 de fevereiro de 2011
Uma vida destinada a um fim.
Soberano, aquele que sabe viver. Feliz, aquele que sabe o verdadeiro significado - que, aliás, vai muito além do sentido denotativo da palavra - da felicidade. Ingênuo, talvez seja aquele não encherga o que não quer ver, que não fala o que não quer ouvir. Não é mais cabível chorar, até por que não sobrou-me espaço para isso, não restou-me lágrimas para isso. Eu sinto meus olhos lacrimejarem, mas ainda estou aqui. Eu não grito, pois quero silêncio. Sou pouco agora, pelo fato de não ter sido muito antes. Ainda estou inteira externamente. Tocar-te já não significa tanto quanto antes. Meu corpo está dormente, fazendo-me incapaz de sentir teu toque. Inspiro com todas as forças que me restam, e surpreendo-me ao perceber que o teu doce perfume, tornou-se inalável. Meus sentidos estão divididos e dispersos entre alguns zilhões de pedaços em que me encontro por dentro. Acredito em destino. Acredito que a vida te use como um escudo, talvez. N'outras vezes, como cobaia. Em outras, como alguém que protege. Sabe? Alguém que ofereça proteção, mas na verdade não sabe o que é isso, pois nunca a teve. Acredito em pessoas destinadas a serem felizes, tristes, loucas, anormais, enfim. Talvez agora, você esteja pensando que eu fui destinada a ser louca. Não é? E como já disse, ingenuidade é algo que não me cabe mais. É algo que fugiu há um tempo de mim. Procure ver, entender, descobrir em si mesmo, o sentido das palavras pra você. E se acha que todas as vidas terão um fim, está muito enganado, meu caro. Talvez o que você sabe sobre o termo vida, seja apenas o significado rotulado por pessoas ignorantes. Nem todas as vidas precisam ou vão ter um fim. E por isso, eu acredito em vidas destinadas a terem um.
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