quinta-feira, 21 de julho de 2011

Passarinho.

Passarinho das asas frágeis
Acariciado fora pelas mãos hábeis
da menina-moça desinteressante
Só não desinteressada.

Cuida-me; cuido-te.

Teço essas palavras com a mesma
cautela que acaricio tuas asas
Posso ver que algumas penas
de ti foram arrancadas
Adianto-lhe:
Tecerei penas novas
como folhas brancas.

Cores...

Redijo essas palavras nesta cor
escura que é o preto
Para que saibas que assim como tal cor
as vastidões de minhas palavras carregam
violentas metáforas.

Escrevo neste espaço em branco
para que tu possas compreender:
Essas meras palavras aqui organizadas
e fora de lugar
Levando-me para teu interior de forma
intensa. Tão intensa...

Por falar em intensidade
Falemos do vermelho
Venha ver(melho) de perto
o quão escura posso ser
e, o quão clara posso me tornar.

Uma escuridão tão intensa quanto nós
que esclarece as cinzas
Fazendo-nos muito mais que
apenas sujos seres humanos.

Fazendo-nos c-o-r-e-s.

Venha cá, ver
Pois pr’eu entrar
tu precisas sair de si.

Deixe a brisa tapar os vácuos
existentes em ti
Que logo eu chegarei
para completa-los
Cuida-los.

Mostrando mentirosas minhas
metáforas
Elevando-as ao extremo
como o ego dos egocêntricos.

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